STF confirma rejeição da revisão da vida toda do INSS

Corte avalia recursos sobre decisão que anulou tese jurídica e reafirmou entendimento em julgamento. Confira no Poder360.

16/05/2026 10:30

2 min

STF confirma rejeição da revisão da vida toda do INSS
(Imagem de reprodução da internet).

Supremo Tribunal Federal Mantém Decisão sobre Revisão da Vida Toda das Aposentadorias

Na última sexta-feira, 15 de maio de 2026, a maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu manter a rejeição da revisão da vida toda das aposentadorias do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A decisão foi proferida no Recurso Extraordinário 1.276.977.

Em novembro do ano anterior, a Corte já havia derrubado a tese que permitia essa revisão. Além disso, reafirmou que os aposentados não precisarão devolver valores recebidos por decisões definitivas e provisórias até 5 de abril de 2024, data em que foi oficializado o fim da revisão.

Julgamento e Votação

Após a protocolização de recursos contra a decisão anterior, o caso foi levado a julgamento no plenário virtual, que se encerrou na mesma data da decisão. O resultado foi de 8 votos a 2, seguindo o voto do relator, Alexandre de Moraes, que negou os embargos de declaração e considerou que não houve irregularidades na decisão anterior.

Os ministros que votaram a favor da manutenção da decisão foram Cristiano Zanin, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia, André Mendonça, Luiz Fux, Flávio Dino e Nunes Marques. Por outro lado, Dias Toffoli e Edson Fachin divergiram, defendendo a suspensão dos processos relacionados à revisão até uma decisão final do plenário do STF.

Continuidade do Imbróglio Jurídico

A questão da revisão da vida toda ainda não está resolvida. Recentemente, o presidente do STF, Edson Fachin, pediu destaque no julgamento virtual da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 2.111, que também aborda o tema. Com esse pedido, o caso será analisado novamente pelo plenário físico, embora ainda não haja uma data definida para a retomada do julgamento.

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Contexto da Decisão

Em março de 2024, o STF decidiu que os aposentados não têm o direito de escolher a regra mais favorável para o recálculo de seus benefícios. Essa decisão anulou uma deliberação anterior que permitia a revisão da vida toda, resultando em uma reviravolta após a análise de ações de inconstitucionalidade contra a Lei dos Planos de Benefícios da Previdência Social (Lei 8.213/1991).

A maioria dos ministros considerou que a regra de transição é obrigatória e não opcional para os aposentados, limitando a possibilidade de escolha do critério de cálculo que poderia resultar em um benefício maior.

Fonte por: Poder 360

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