Universitários realizam protesto contra Tarcísio na Faria Lima

Marcha contra o governador Tarcísio de Freitas em São Paulo
Na quarta-feira, 20 de maio de 2026, estudantes, professores e funcionários de universidades estaduais de São Paulo realizaram uma marcha em protesto contra o governador Tarcísio de Freitas. O evento teve início no Largo da Batata e seguiu em direção ao Palácio dos Bandeirantes, bloqueando trechos da Avenida Brigadeiro Faria Lima, um dos principais centros financeiros da capital paulista.
Os manifestantes expressaram suas críticas à política educacional do governo, exigindo mais investimentos na educação e se opondo a privatizações no setor. A mobilização foi organizada por partidos de esquerda, como a Unidade Popular (UP) e o PSOL, e contou com a participação de sindicatos e movimentos sociais.
Concentração e Intervenção Policial
De acordo com os organizadores, a concentração na Avenida Brigadeiro Faria Lima reuniu mais de 10 mil pessoas, conforme indicado por imagens aéreas feitas com drones. No entanto, a contagem exata não foi esclarecida. A marcha foi interrompida a cerca de 1 km do Palácio Bandeirantes, onde barreiras policiais, incluindo camburões do Choque e da Cavalaria da Polícia Militar, impediram a passagem dos manifestantes.
O Poder360 buscou informações da Secretaria de Segurança Pública sobre possíveis ocorrências durante a manifestação e também questionou o governo do Estado sobre sua posição a respeito do ato. Até o momento, não houve resposta oficial.
Contexto de Greves nas Universidades
A marcha ocorreu em um cenário de intensificação das greves nas universidades estaduais de São Paulo, incluindo a USP, Unesp e Unicamp. Os estudantes reivindicam melhorias na infraestrutura, transporte e políticas de permanência, além da contratação de mais funcionários.
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Os docentes e trabalhadores buscam recuperar seu poder de compra, com o Cruesp propondo um reajuste salarial de 3,47%. No entanto, as categorias reivindicam um ajuste que considere a inflação de 4,39% nos últimos 12 meses, mais 3% adicionais.
Na USP, os estudantes estão em greve desde abril, com 130 cursos paralisados. O movimento ganhou força após a reitoria encerrar as negociações sobre o reajuste do auxílio permanência. Em resposta, os estudantes ocuparam o prédio da reitoria, mas foram desocupados pela Polícia Militar após três dias, sem relatos de feridos.
Na Unicamp, docentes, funcionários e estudantes de 65 cursos estão paralisados, enquanto na Unesp, professores e trabalhadores do câmpus de Bauru também estão em greve, afetando ao menos 42 cursos.
Fonte por: Poder 360
Autor(a):
Redação
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