Venezuelanos buscam sobrevivência em escombros enquanto máquinas do governo estão inativas

Falta de combustível atrapalha resgates, enquanto pressão sobre autoridades aumenta; mortes chegam a 1.943 após terremotos.

01/07/2026 04:20

3 min

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Desastre em La Guaira: Moradores lutam para encontrar sobreviventes após terremotos

Em La Guaira, os moradores continuam a busca por sobreviventes entre os escombros de edifícios devastados por dois fortes terremotos. Uma escavadeira do governo, que poderia auxiliar nas operações de resgate, permanece parada devido à falta de combustível, enquanto muitos se veem obrigados a retirar amigos e familiares dos destroços com as próprias mãos.

A situação crítica levanta questionamentos sobre a resposta do governo venezuelano à tragédia, especialmente considerando que o país possui as maiores reservas de petróleo do mundo. A falta de recursos essenciais para o resgate intensifica as críticas à administração atual.

Críticas à resposta do governo e a situação dos sobreviventes

A analista política Carmen Beatriz Fernández destaca que a tragédia reflete uma gestão estatal que prioriza a repressão e a propaganda em detrimento de serviços básicos. A líder da oposição, María Corina Machado, retornou à Venezuela motivada pela crise, enfatizando a necessidade de união entre os venezuelanos.

Enquanto isso, o governo tenta justificar sua resposta aos terremotos, com o presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, anunciando uma nova iniciativa para organizar voluntários. O ministro do Interior, Diosdado Cabello, pediu à população que confie nas autoridades e se organize para facilitar as operações de resgate.

Desafios nas operações de resgate

Em La Guaira, a situação é alarmante, com o cheiro de decomposição no ar. Moradores e equipes de resgate utilizam ferramentas improvisadas para remover os destroços, enfrentando dificuldades devido à falta de equipamentos adequados. A engenheira Hassel Mendoza, que busca por familiares, relata que as buscas têm sido extremamente desafiadoras sem as ferramentas necessárias.

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O número oficial de mortos já ultrapassa 1.900, mas acredita-se que o total seja muito maior. A ONU está se preparando para a possibilidade de novas mortes, adquirindo sacos para cadáveres. A esperança persiste entre os que ainda aguardam notícias de seus entes queridos, com relatos de resgates milagrosos surgindo em meio à tragédia.

Histórias de dor e esperança

Deivis Ramos, que perdeu suas duas filhas nos terremotos, expressa sua determinação em continuar a busca, afirmando que não pode se permitir chorar. Ele destaca a solidariedade recebida de diversas partes do país e do exterior, com equipes de resgate e voluntários se unindo para ajudar nas buscas.

Ramos e outros voluntários enfrentam um trabalho árduo, revirando os escombros em busca de sinais de vida. Apesar da dor e da perda, a determinação de encontrar suas filhas e dar a elas um descanso digno é o que motiva esses cidadãos a continuar lutando em meio ao caos.

Fonte por: CNN Brasil

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