Executivos da Lava Jato recebem penas de até 14 anos por fraudes em licitações

Seis pessoas são condenadas por corrupção e lavagem de dinheiro em contratos fraudulentos com a Petrobras.

05/06/2026 20:30

2 min

Executivos da Lava Jato recebem penas de até 14 anos por fraudes em licitações
(Imagem de reprodução da internet).

Condenação de Executivos por Corrupção no Paraná

A Justiça Federal no Paraná condenou seis executivos e operadores financeiros de empreiteiras por corrupção e lavagem de dinheiro, com penas que chegam a 14 anos e sete meses de prisão. Essa decisão é parte de uma ação remanescente da extinta Operação Lava Jato, que investigou contratos fraudulentos com a Petrobras.

A sentença foi proferida pela 13ª Vara Criminal Federal de Curitiba, que originou a investigação sobre um esquema de cartel entre empreiteiras e a distribuição de propinas a ex-diretores da Petrobras e políticos, entre 2004 e 2014. A Petrobras atuou como assistente da acusação durante o processo.

Os empresários condenados têm o direito de recorrer da decisão. O advogado Alberto Zacharias Toron, que representa um dos sentenciados, Carlos Maurício Lima de Paula Barros, anunciou que irá entrar com um recurso.

Lista de Condenados

  • Carlos Maurício Lima de Paula Barros: 12 anos, 2 meses e 7 dias de prisão em regime fechado por corrupção ativa e lavagem de dinheiro.
  • Jesús de Oliveira Ferreira Filho: 14 anos, 7 meses e 15 dias de prisão em regime fechado por corrupção ativa e lavagem de dinheiro.
  • Ricardo Teixeira Fontes: 13 anos, 10 meses e 15 dias de prisão em regime fechado por corrupção ativa e lavagem de dinheiro.
  • Flávio Henrique de Oliveira Macedo: 7 anos, 6 meses e 20 dias de prisão em regime semiaberto por lavagem de dinheiro.
  • Eduardo Aparecido de Meira: 7 anos, 6 meses e 20 dias de prisão em regime semiaberto por lavagem de dinheiro.
  • Igor Belan: 7 anos, 6 meses e 20 dias de prisão em regime semiaberto por lavagem de dinheiro.

A sentença, que possui 107 páginas, foi elaborada pelo juiz Guilherme Roman Borges, que acolheu a denúncia do Ministério Público Federal, abrangendo ex-executivos de uma empresa de engenharia industrial e operadores financeiros.

Fonte por: Jovem Pan

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