Flávio rejeita proteção da PF e alerta sobre risco de infiltração

Pré-candidato expressa desconfiança na liderança da corporação e solicita que agentes investiguem fraudes no INSS.

20/07/2026 04:30

3 min

Flávio Bolsonaro
Flávio Bolsonaro

Flávio Bolsonaro Recusa Proteção da Polícia Federal Durante Campanha

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) anunciou em seu perfil no X, no domingo (19 de julho de 2026), que não aceitará a proteção da Polícia Federal (PF) durante sua campanha presidencial. Ele solicitou que os agentes designados para sua segurança fossem direcionados para investigar fraudes contra aposentados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

A declaração de Flávio ocorreu um dia antes da ativação da estrutura nacional da PF, que visa proteger os candidatos à Presidência. O governo alocou aproximadamente R$ 95 milhões para essa operação, que poderá mobilizar até 458 agentes para atender simultaneamente a 10 candidaturas.

Motivos da Recusa e Críticas à PF

Flávio Bolsonaro justificou sua decisão afirmando que deseja contribuir para a apuração de desvios no INSS, mencionando o caso de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ele criticou a PF, alegando que a falta de efetivo foi a justificativa para não investigar Lulinha, que é acusado de receber pagamentos indevidos.

O senador expressou desconfiança em relação ao diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, e levantou preocupações sobre a possibilidade de agentes serem utilizados em sua campanha para outros fins. Ele não apresentou evidências concretas para apoiar suas alegações.

Estrutura de Proteção da PF para Candidatos

A Polícia Federal informou que a proteção aos candidatos pode começar na segunda-feira (20 de julho), após a homologação das candidaturas e a solicitação formal das campanhas. Desde abril, a PF tem dialogado com partidos e pré-candidatos, e em maio, apresentou protocolos de análise de riscos e monitoramento de ameaças.

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Cada candidato terá um planejamento individualizado, que será atualizado conforme as ameaças e características das agendas. A estrutura de proteção pode incluir:

  • Veículos blindados e grupos táticos;
  • Equipamentos de defesa antidrone;
  • Reconhecimento facial e monitoramento de ameaças digitais;
  • Equipes e kits para vistorias antibombas.

Uma sala de comando em Brasília será ativada para monitorar as equipes e as agendas em tempo real. A adesão ao esquema de proteção é opcional, e a PF garantiu que respeitará a decisão dos candidatos que optarem por não participar.

Considerações Finais

A recusa de Flávio Bolsonaro em aceitar a proteção da PF levanta questões sobre a segurança dos candidatos nas eleições de 2026. A decisão de abrir mão da proteção em favor de investigações sobre fraudes no INSS reflete sua estratégia política e suas críticas à atual gestão da Polícia Federal.

Fonte por: Poder 360

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