Preço dos alimentos pode sofrer impacto com tarifa dos EUA

EUA aplicam tarifa de 25% sobre produtos brasileiros; agronegócio e indústria analisam impactos e buscam soluções.

16/07/2026 12:20

2 min

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Tarifa de 25% dos EUA sobre produtos brasileiros

Na quarta-feira (15), os Estados Unidos anunciaram a imposição de uma tarifa adicional de 25% sobre diversos produtos brasileiros. Esta medida, implementada pelo governo de Donald Trump, abrange setores que vão do agronegócio à indústria, e pode impactar diretamente os preços dos alimentos no Brasil.

De acordo com analistas econômicos, a lista de produtos afetados é extensa, incluindo etanol, máquinas agrícolas, vestuário, máquinas elétricas, calçados, papel, aço e açúcar orgânico. O etanol foi especificamente mencionado como parte das práticas consideradas “irrazoáveis e discriminatórias” pelo Brasil, ao lado de questões como o PIX e o desmatamento.

Isenções e dependência dos EUA

Alguns produtos estratégicos foram isentos da nova tarifa, como carne bovina, café, suco de laranja, petróleo bruto, gás natural, pescados específicos, mel orgânico, minerais estratégicos e aeronaves civis. Essa isenção reflete a dependência dos Estados Unidos em relação a esses produtos, segundo os analistas.

O aumento nos preços da carne bovina nos EUA, que subiu mais de 15% em seis meses, ilustra o impacto das tarifas. O agronegócio brasileiro, no entanto, foi menos afetado devido à sua dominância na oferta global de suco de laranja e café, produtos que os EUA não conseguem facilmente substituir.

Impactos nos setores e reações da indústria

O setor de tabaco é um dos mais penalizados, com 80% de suas exportações destinadas ao mercado norte-americano. Máquinas agrícolas também foram mantidas na lista de sobretaxação, afetando empresas que fabricam para o consumidor norte-americano. O setor de calçados, que depende fortemente das importações, também foi duramente atingido.

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Federações industriais criticaram a decisão, atribuindo a responsabilidade a “ruídos diplomáticos” e afirmando que a retaliação comercial poderia ter sido evitada com uma abordagem mais técnica. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) relatou uma queda de 13% nas vendas para os EUA no primeiro semestre do ano.

Possíveis retaliações e riscos para o Brasil

Com a possibilidade de o Brasil adotar medidas retaliatórias, analistas alertam para os riscos dessa estratégia. O Brasil não possui o mesmo arsenal que a China para lidar com tarifas elevadas, uma vez que sua economia depende fortemente de insumos industrializados dos EUA. As novas tarifas entrarão em vigor a partir de 22 de julho.

O cenário atual exige cautela, pois uma retaliação pode resultar em consequências significativas para a economia brasileira, que já enfrenta desafios em sua relação comercial com os Estados Unidos.

Fonte por: CNN Brasil

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